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Em 2024, o território ocupado pelo estado do Rio Grande do Sul, no chamado Brasil, foi atingido pela maior catástrofe climática de sua história. Semanas de chuvas intensas fizeram com que rios transbordassem, arrasando dezenas de cidades e destruindo tudo no seu caminho, causando a maior enchente já registrada na região. Centenas de pessoas morreram, milhares perderam tudo. 614 mil ficaram desabrigadas. Mais de dois milhões foram afetadas. Cidades inteiras praticamente apagadas do mapa pela força das águas. O Estado e o capitalismo têm responsabilidade direta por essa destruição, contribuindo com as mudanças climáticas que tornam cada vez mais frequentes eventos climáticos extremos como esse. No centro dessa tragédia que anuncia uma nova realidade de eventos extremos cada vez mais frequentes, anarquistas, comunidades indÃgenas, quilombos e movimentos sociais organizam a solidariedade enquanto tentam reconstruir suas vidas e seus territórios gravemente afetados.