Membro da geração do cinema paulista da década de 80, batizada entre os críticos paulistanos de "néon noir," entre 1973 e 1976 frequentou os cursos de roteiro e direção da Escola de Comunicação e Artes da USP, onde dirigiu alguns curtas-metragens experimentais, como Hoje Tem Futebol (1976), Marilyn Tupi (1977) e Tem Bola na Escola (1979), antes de debutar nos longas-metragens em parceria com Ícaro Martins. O primeiro filme da dupla, O Olho Mágico do Amor (1982), financiado por uma produtora da Boca do Lixo, foi um sucesso de público e crítica e marcou o início da parceria dos diretores com a atriz Carla Camurati, que protagonizou os longas realizados em seguida: Onda Nova (1983), sobre um time de futebol feminino que contava com estrelas da Democracia Corinthiana como o jogador Casagrande, além de participações de Regina Casé e Caetano Veloso, entre outros, e Estrela Nua (1985). Após seu consagrado longa-metragem O Corpo (1991), com Marieta Severo, Cláudia Jimenez e Antonio Fagundes, Garcia estreia como diretor de teatro, encenando a única peça escrita por Clarice Lispector. Produz e dirige duas montagens de A Pecadora Queimada e os Anjos Harmoniosos. A primeira, no evento Em Cena: Textos Curtos, da Jornada Sesc de Teatro de 1992, no teatro Sesc Consolação, SP. A segunda montagem, ao ar livre, no Rio de Janeiro, foi seu derradeiro trabalho. José Antônio Garcia faleceu em seguida à curta temporada de A Pecadora Queimada, em 2005, no Jardim Botânico. Também dirigiu o longa Minha Vida em Suas Mãos, produzido e protagonizado pela atriz Maria Zilda Bethlem.